Alex Ribeiro e Lucas Silveira estão nas oitavas de final do US Open of Surfing

Alex Ribeiro e Lucas Silveira estão nas oitavas de final do US Open of Surfing

Alex Ribeiro, Lucas Silveira e Alonso Correa estão nas oitavas de final do US Open of Surfing

  • Alex e o peruano Alonso venceram as suas baterias na sexta-feira
  • Lucas conseguiu a última vaga no confronto que fechou a terceira fase
  • Americanos são maioria nas oitavas masculinas e quartas femininas
  • A primeira chamada do sábado será as 7h30 nos EUA, 11h30 no Brasil
Alex Ribeiro voando para a vitória em Huntington Beach (Crédito: @WSL / Kenny Morris)

HUNTINGTON BEACH, CALIFORNIA, USA – SEPTEMBER 23: Lucas Silveira of Brazil surfing in Heat 10 of the Round of 48 at the US Open of Surfing Huntington Beach presented by Shiseido on September 23, 2021 at Huntington Beach, California, USA. (Photo by Kenny Morris/World Surf League)

HUNTINGTON BEACH, CALIFORNIA, USA – SEPTEMBER 21: Edgard Groggia of Brazil surfing in Heat 1 of the Round of 96 at the US Open of Surfing Huntington Beach presented by Shiseido on September 21, 2021 at Huntington Beach, California, USA. (Photo by Kenny Morris/World Surf League)

Os brasileiros Alex RibeiroLucas Silveira e o peruano Alonso Correa, passaram para as oitavas de final do US Open of Surfing apresentado pela Shiseido na Califórnia. Alex Alonso venceram as suas baterias na sexta-feira de ondas de 2-3 pés em Huntington Beach e Lucas se classificou em segundo lugar no último confronto do dia. Os norte-americanos são maioria nas oitavas de final masculinas e também nas quartas de final femininas do primeiro WSL Challenger Series de 2021. As donas da casa vão disputar todos os duelos, contra três havaianas e uma japonesa. A primeira chamada do sábado será as 7h30 nos Estados Unidos, 11h30 no Brasil, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com

Diferente dos quatro primeiros dias, na sexta-feira a participação brasileira no US Open of Surfing não começou com eliminação, mas com vitória de Alex Ribeiro. O paulista da Praia Grande competiu na melhor hora do mar e começou com nota 5,50, em uma onda que abriu a parede para fazer várias manobras, até perto das pilastras do píer de Huntington. O havaiano Ezekiel Lau logo assumiu a ponta com 4,17 e 5,67 em suas duas primeiras ondas, enquanto o japonês Hiroto Ohhara não encontrava nada para surfar.

O brasileiro encostou no líder numa onda que valeu 4,73 e confirmou a vitória com o 7,33 recebido numa esquerda que já iniciou voando em um aéreo reverse perfeito, seguindo até o inside, quando a onda virou para a direita para mandar uma batida de backside e outra mais explosiva na junção. O havaiano surfou mais uma onda boa, mas não tirou a vitória de Alex Ribeiro por 12,83 a 12,10 pontos. O japonês Hiroto Ohhara, campeão do US Open of Surfing em 2015, só somou 7,77 nas duas notas e ficou em 17.o lugar esse ano.

Alex Ribeiro buscando sua vaga no CT 2022 pelo WSL Challenger Series (Crédito: @WSL / Kenny Morris)
“Está bem difícil o mar lá fora, a onda está bem gorda, então eu precisava fazer algo diferente”, disse Alex Ribeiro“Eu fiquei procurando essa esquerda que vai em direção ao píer, porque as vezes ela formava uma rampa para voar na parte final. Quando a onda veio, eu já sabia que ia fazer um aéreo e finalizei com uma manobra forte no inside. Aí saiu a nota boa e fiquei mais tranquilo, porque estava um pouco tenso na bateria”.

Alex Ribeiro foi um dos 11 titulares da “seleção brasileira da WSL” esse ano, mas não conseguiu ficar entre os 20 primeiros colocados do ranking, que foram mantidos na elite para 2022. Agora, a chance de se manter no grupo dos melhores surfistas do mundo, é buscar uma das doze vagas do WSL Challenger Series 2021, que está sendo iniciado na Califórnia.

“Eu não tive uma boa atuação esse ano no CT, mas ainda tenho essa oportunidade no Challenger Series, para me manter no Tour no ano que vem e quero agarrar essa chance”, disse Alex Ribeiro“Só que prefiro ficar sem pressão para voltar para a elite no momento e pensar apenas em me divertir. Eu gosto dessa onda de Huntington. Já tive um bom resultado aqui (3.o lugar em 2019) e vou tentar repetir isso, ou até melhorar, nesse evento”.

INKA TEAM – Após a vitória brasileira, veio uma peruana na sequência. Eram dois integrantes do “Inka Team” enfrentando um americano e Cam Richards impediu a dobradinha peruana. Lucca Mesinas largou na frente com notas 5,33 e 4,27, porém não conseguiu nada melhor do que isso e foi eliminado em 17.o lugar. Alonso Correa iniciou com nota 5,43, depois errou nas duas ondas seguintes, mas aproveitou muito bem a última chance, manobrando forte para ganhar a maior nota da bateria, 6,83. Com ela, o peruano venceu por 12,26 pontos e Cam Richards passou em segundo com 11,07.

Alonso Correa garantindo o Peru nas oitavas de final do US Open of Surfing (Crédito: @WSL / Kenny Morris)
“É uma pena quando acontece de a gente competir com um amigo (Lucca Mesinas), mas faz parte do jogo”, disse Alonso Correa“Claro que seria melhor se nós tivéssemos passado juntos, mas foi uma bateria fraca de ondas e eu tentei aproveitar ao máximo as chances que tive. Por sorte, veio uma onda boa para mim e só fiquei pensando que tinha que surfar bem, que não podia cair e consegui fazer as manobras para vencer. Estou feliz por ter avançado e já estou pronto para a próxima, porque quero um bom resultado aqui”.

BRASIL FECHA O DIA – A sexta-feira terminou com mais dois brasileiros disputando classificação para as oitavas de final. O paulista Edgard Groggia estava invicto em Huntington Beach, mas seus adversários começaram melhor e, dessa vez, ele não conseguiu repetir as boas atuações da primeira e da segunda fases do evento. Edgard terminou em 17.o lugar na Califórnia.

O norte-americano Cole Houshmand venceu com o segundo maior placar do dia, 13,96 pontos com notas 7,13 e 6,83. E em segundo passou Kanoa Igarashi, medalha de prata na final olímpica com Italo Ferreira nos Jogos de Tóquio. O japonês tem um retrospecto incrível em Huntington Beach, sendo bicampeão do US Open of Surfing em 2017 e 2018 e ficando em terceiro lugar nas semifinais em 2015 e 2016.

Lucas Silveira conseguiu a última vaga para as oitavas de final na sexta-feira (Crédito: @WSL / Kenny Morris)
Na última bateria do dia, as condições do mar já estavam bem deterioradas pela força do vento, mas Kade Matson ainda achou duas ondas boas para totalizar 12,33 pontos. Foi a quarta vitória e a sétima classificação norte-americana para as oitavas de final. A briga pela última vaga foi nivelada por baixo. Lucas Silveira fez o máximo que pode nas ondas que pegou, conseguindo superar o sul-africano Shane Sykes por 9,37 a 8,07 pontos.

MAIORIA AMERICANA – Os sete norte-americanos classificados, ficaram divididos em seis baterias das oitavas de final e os brasileiros vão enfrentar dois deles. Alex Ribeiro vai disputar a quarta vaga para as quartas de final com Nolan Rapoza e Lucas Silveira encara Cole Houshmand na sétima bateria. O peruano Alonso Correa está na quinta com o australiano Liam O´Brien, vice-campeão do último US Open em 2019, vencido pelo brasileiro Yago Dora.

O Brasil começou o primeiro WSL Challenger Series de 2021 com maioria entre os 96 inscritos de 19 países, 20 surfistas. Essa superioridade acabou logo na primeira fase, com os norte-americanos conquistando mais classificações, 11 contra 8 brasileiros. Na segunda fase, apenas três surfistas dos Estados Unidos perderam e só três do Brasil passaram. Na terceira fase, disputada na sexta-feira, 7 dos 8 norte-americanos se classificaram para as oitavas de final, contra 2 do Brasil, 2 da Austrália, 2 do Japão, 1 do Peru, 1 do Havaí e 1 da França.

Courtney Conlogue fechou a série de quatro vitórias americanas nas oitavas de final (Crédito: @WSL / Kenny Morris)
QUARTAS DE FINAL – Na categoria feminina, as norte-americanas também fizeram as honras da casa, com quatro surfistas passando para as quartas de final e só uma sendo eliminada na sexta-feira. Elas vão disputar vagas para as semifinais em todas as baterias, três delas contra surfistas do Havaí. A outra classificada é do Japão, que derrotou a última representante da Espanha.

Na primeira quarta de final, Caroline Marks enfrenta Gabriela Bryan. Na segunda, tem a jovem Sawyer Lindblad contra a experiente Coco Ho. E na última, o duelo é de Courtney Conlogue, campeã do US Open em 2018, com Bettylou Sakura Johnson, que derrotou a única norte-americana na sexta-feira e com a melhor apresentação do dia. Já a japonesa, Sara Wakita, pega outra surfista da nova geração americana na terceira bateria, Caitlin Simmers.

AO VIVO – O US Open of Surfing apresentado pela Shiseido está sendo transmitido ao vivo de Huntington Beach pelo WorldSurfLeague.com e pelo aplicativo da World Surf League. A primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h30 na Califórnia, 11h30 no Brasil.

PRÓXIMAS BATERIAS DO US OPEN OF SURFING:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:
1.a: Shun Murakami (JPN) x Jake Marshall (EUA)
2.a: Mihimana Braye (FRA) x Callum Robson (AUS)
3.a: Kolohe Andino (EUA) x Ezekiel Lau (HAV)
4.a: Alex Ribeiro (BRA) x Nolan Rapoza (EUA)
5.a: Liam O´Brien (AUS) x Alonso Correa (PER)
6.a: Griffin Colapinto (EUA) x Cam Richards (EUA)
7.a: Lucas Silveira (BRA) x Cole Houshmand (EUA)
8.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Kade Matson (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 5.000 pontos:
1.a: Caroline Marks (EUA) x Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Coco Ho (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA)
3.a: Sara Wakita (JPN) x Caitlin Simmers (EUA)
4.a: Courtney Conlogue (EUA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA EM HUNTINGTON BEACH:

TERCEIRA FASE – 3.o=17.o lugar com US$ 2.000 e 2.000 pontos:
1.a: 1-Shun Murakami (JPN)=12.86, 2-Callum Robson (AUS)=11.33, 3-Imaikalani Devault (HAV)=10.83
2.a: 1-Mihimana Braye (FRA)=10.84, 2-Jake Marshall (EUA)=6.87, 3-Vasco Ribeiro (PRT)=5.47
3.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=14.50, 2-Nolan Rapoza (EUA)=13.60, 3-Patrick Gudauskas (EUA)=12.90
4.a: 1-Alex Ribeiro (BRA)=12.83, 2-Ezekiel Lau (HAV)=12.10, 3-Hiroto Ohhara (JPN)=7.77
5.a: 1-Alonso Correa (PER)=12.26, 2-Cam Richards (EUA)=11.07, 3-Lucca Mesinas (PER)=9.60
6.a: 1-Griffin Colapinto (EUA)=13.33, 2-Liam O´Brien (AUS)=11.17, 3-Billy Stairmand (NZL)=10.86
7.a: 1-Cole Houshmand (EUA)=13.96, 2-Kanoa Igarashi (JPN)=12.60, 3-Edgard Groggia (BRA)=9.26
8.a: 1-Kade Matson (EUA)=12.33, 2-Lucas Silveira (BRA)=9.37, 3-Shane Sykes (AFR)=8.07

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.750 e 3.500 pontos:
1.a: Caroline Marks (EUA) 9,77 x 5,73 Dimity Stoyle (AUS)
2.a: Gabriela Bryan (HAV) 10,76 x 9,64 Vahine Fierro (FRA)
3.a: Sawyer Lindblad (EUA) 11,67 x 10,93 Macy Callaghan (AUS)
4.a: Coco Ho (HAV) 10,67 x 7,27 Sarah Baum (AFR)
5.a: Sara Wakita (JPN) 12,17 x 11,34 Ariane Ochoa (ESP)
6.a: Caitlin Simmers (EUA) 12,83 x 8,76 Yolanda Hopkins (PRT)
7.a: Courtney Conlogue (EUA) 13,00 x 11,57 Philippa Anderson (AUS)
8.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14,50 x 8,17 Alyssa Spencer (EUA)

João Carvalho
WSL Latin America Media Manager
jcarvalho@worldsurfleague.com
+55 (48) 999-882-986
Gabriel Gontijo
WSL Latin America Communications
ggontijo@worldsurfleague.com

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