Etapa do Surf Web Series retorna com a disputa do Round 4 do 51 Ice E-Pro Brasil 2020

Etapa do Surf Web Series retorna com a disputa do Round 4 do 51 Ice E-Pro Brasil 2020

André Luiz está aproveitando bem sua oportunidade na etapa brasileira do Circuito Mundial Surf Web Series 2020. O surfista de Itapirubá, Laguna(SC), está classificado para o Round 4 do evento Foto: Francisco Oliveira/@franciscosurfarol

 

Texto: João Lopes/Prime.Press 07 Assessoria & Comunicação

As disputas on-line do 51 Ice E-Pro Brasil apresentado pelo Curta + Floripa continuam movimentando o surf competição no mundo virtualcom a realização da etapa brasileira do Circuito Surf Web Series 2020 que entrou em quarta fase no domigo.

A dinâmica das disputas chamou a atenção de árbitros experientes do quadro técnico, em mais um dia de competição. “Muito interessante julgar esse tipo de evento, podendo avaliar os detalhes de cada performance com calma. No meu ponto de vista, nosso maior desafio é ter que analisar ondas intensas em mares distintos, o que torna a competição única em relação ao estamos acostumados a fazer nos campeonatos tradicionais: comparar os atletas no mesmo tipo de onda!” revelou Fabiano Farias, árbitro internacional que também faz parte do quadro técnico da Fecasurf e Abrasp.

Para dar mais emoção às disputas, a direção de prova permitiu os competidores a trocarem suas ondas antes do início de cada fase. “O objetivo é tornar a competição mais estratégica, como outros esportes profissionais. Depois de conhecer seus adversários na bateria, o atleta poderá usar esse recurso a seu favor, de acordo com as características do surf de cada um de seus oponentes. Assim a emoção aumenta” revelou Gustavo Duccini, CEO da Surf Open League, criadora da plataforma Surf Web Séries, o campeonato de surf mundial on-line.

Alguns surfistas mudaram suas estratégias, outros optaram em manter o plano inicial, como o experiente Hizunome Bettero. “Acredito que fiz a escolha certa. Não troquei porque achei que essa onda tem um grau de dificuldade, potencial e tamanho que pode me classificar para a próxima fase. É um drop no crítico, seguido de um tubo profundo. Apesar do Ian e do Camarão apresentarem ondas muito boas, estamos na briga” declarou Bettero, antes de saber o resultado oficial.

Após conhecer seus adversários, Ian Gouveia preferiu mexer no tabuleiro, e trocar sua onda-performance para essa terceira fase. “Vi que minha bateria seria muito forte contra o Hizunome, Camarão e o Luan. Resolvi trocar de onda e colocar uma melhor porque acredito que essa seja a disputa mais difícil dessa fase” concluiu Gouveia.

Com apenas 16 anos, o jovem Caio Costa foi uma das sensações da primeira fase, quando venceu sua bateria e jogou Samuel Pupo para a repescagem. O garoto mostrou personalidade de veterano quando o assunto é estratégia de competição.
“Decidi começar forte para avançar no evento e me garantir nesses primeiros rounds. Eu acredito na minha estratégia, e por isso mantive minha escolha anterior. Não pretendo mudar minhas ondas nas próximas baterias, pois selecionei direitinho o que está na competição, independente do que aconteça” revelou Costa.

                            Análise e resultados do Round 3.

A terceira fase foi concluída nessa sexta-feira, 30 de outubro, reunindo 32 atletas divididos em oito baterias com quatro competidores. Os dois melhores de cada disputa avançam na competição.

1ª Bateria:
A disputa que abriu o terceiro round foi um show de tubos surfados por Ian Gouveia em Maresias, São Sebastião(SP), Hizunome Bettero no Cepílio(RJ) e Thiago Camarão em Paúba, São Sebastião(SP). Luan Hanada optou pelo ataque vertical de backside em numa esquerda no Guarujá(SP).

Resultado
– Heat 1
Ian Gouveia      (Classificado)
Thiago Camarão (Classificado)
Hizunome Bettero
Luan Hanada

2ª Bateria:
A disputa foi marcada pelo confronto de tubos versus manobras aéreas. Os catarinenses André Luiz e Jonas Tatuíra foram para o litoral sul catarinense buscar tubos profundos no Farol de Santa Marta em Laguna(SC).
Já Mateus Sena focou numa onda de uma manobra para aplicar um aéreo reverse de frontside em Ponta Negra(RN). Mesma estratégia adotada pelo ex-top mundial Heitor Alves, que escolheu uma direita emparedada na Guarda do Embaú(SC), para completar um aéreo alto com rotação.

Resultado:
– Heat 2
André Luís   (Classificado)
Jonas Tatuíra  (Classificado)
Mateus Sena
Heitor Alves

3ª Bateria:
A disputa reuniu quatro surfistas da nova geração, de localidades diferentes da costa brasileira. Depois de se classificar pela repescagem, Pedro Dib partiu pro ataque pesado em Maresias(SP), combinando o aéreo com rotação e finalizando a junção com um lay-back.
Os catarinenses Artur Romão e Léo Casal escolheram respectivamente as praias Grande, em São Francisco do Sul(SC) e Mole em Florianópolis(SC), para executarem combinações de manobras poderosas em suas performances.
Direto da Bahia, Fabrício Bulhões definiu sua performance com um aéreo reverse bem alto na junção, no Havaizinho.

Resultado:
– Heat 3
Léo Casal      (Classificado)
Fabrício Bulhões (Classificado)
Pedro Dib
Artur Romão

4ª Bateria:
Mais uma bateria difícil entre quatro jovens talentos do surf brasileiro. Vitor Ferreira preferiu manter sigilo de informação da direita em que desferiu duas pancadas fortes de backside.
Vindos da repescagem, Matheus Navarro e Samuel Pupo decidiram jogar duro nesse round. Navarro encaixou seu backside mortal em algum lugar de Floripa(SC), enquanto Pupo abriu a caixa de ferramentas em Maresias(SP), com um carve perfeito e veloz de saída, seguido de um aéreo reverse na técnica.
O catarinense Luã Silveira também não aliviou no Farol de Santa Marta, em Laguna(SC), cravando duas batidas verticais sem bater prancha, para dificultar de vez a vida dos juízes.

Resultado:
– Heat 4
Samuel Pupo    (Classificado)
Luã Silveira       (Classificado)
Vitor Ferreira
Matheus Navarro

5ª Bateria
Disputa eletrizante que começou na praia de Camburi(SP), com um tubão expresso de Renan Pulga entrando pela porta de trás.
O ex-top mundial do WCT Willian Cardoso encarou uma bomba na praia Mole de Floripa(SC), com três manobras linkadas com batida e rasgada, levantando a água de sempre por onde passa.
Wesley Dantas optou pelo alto, com dois aéreos executados com técnicas diferentes em uma mesma onda, na praia Vermelha do Norte, em Ubatuba(SP).
O catarinense Ian Casal atacou a lendária direita volumosa da praia da Silveira, em Garopaba(SC), para encaixar seus movimentos precisos de backside.

Resultado:
– Heat 5
Renan Pulga      (Classificado)
Willian Cardoso   (Classificado)
Wesley Dantas
Ian Casal

6ª Bateria
O bicampeão catarinense profissional 2016/2017 Caetano Vargas definiu sua performance com uma aéreo reverse muito bem executado no Riozinho, Campeche (Floripa).
Diego Rosa também tem o bicampeonato catarinense de surf profissional em seu currículo (2004/2006). Mais uma vez ele usou sua experiência e seu poderoso surf de backside para encarar a praia do Santinho, em Floripa(SC), local onde vive e treina atualmente.
O campeão Mundial Pro-Júnior da WSL em 2016 Lucas Silveira aproveitou todas as sessões da direita “internacional” do Campeche. Rasgada forte, tubo pela porta de trás e batida na junção foi o playlist de manobras executados por ele.
Erick Bahia se jogou num tubão profundo em Maresias, também usando a técnica “behind the pik” (por trás do pico).

Resultado:
– Heat 6
Eric Bahia   (Classificado)
Lucas Silveira  (Classificado)
Caetano Vargas
Diego Rosa

7ª Bateria
Netto Moura não deu mole e buscou a perfeição da Tereza, no Farol de Santa Marta, Laguna(SC). Sua tática foi o ataque coordenado com manobras em sequencia de backside.
As paredes em triângulo que levantam na Prainha em São Francisco do Sul(SC) são perfeitas para os planos de decolagem e aterrissagem de Hedieferson Júnior, que confirmou seu aéreo reverse para essa fase.
Maresias mais uma vez entrou em cena, dessa vez com Eduardo Motta e sua sequencia de rasgada na borda e duas batidas fortes e encaixadas.
Um dos destaques do primeiro round, Lucas Chianca (Chumbo) botou pra dentro de um tubo cavernoso na praia da Vila, em Saquarema(RJ) e completou.

Resultado:
Lucas Chianca  (Classificado)
Eduardo Motta   (Classificado)
Hedieferson Junior
Netto Moura

8ª Bateria
Fechando o round, o campeão Krystian Kymerson apostou no peso da Laje de Jaconé, em Saquarema(RJ), entubando pra direita, e concluindo com um aéreo 360º de backside.
Ricardo Wendhausen de Florianópolis(SC) também é especialista em aéreos, mas optou por um tubo para esquerda na praia do Campeche.
João Chianca acelerou com tudo na praia de Itaúna, em Saquarema(RJ), para aplicar um aéreo reverse veloz com rotação diferenciada jogando a rabeta de sua prancha pra cima.
Caio Costa mais uma vez impressionou por sua pouca idade e muita atitude, ao surfar um tubo longo e perfeito numa direita cascuda em Maresias.

Resultado:
Caio Costa          (Classificado)
Krystian Kymerson  (Classificado)
João Chianca
Ricardo Wendhausen

Cronograma e votação das baterias do quarto round.
A sequência do 51 Ice E-Pro Brasil 2020 apresentado pelo Curta + Floripa seguiu com a realização do quarto round no domingo, primeiro de novembro, a partir das 10 horas da manhã.
Para participar o público deve seguir @surfwebseries no Instagram, e assistir os vídeos das baterias do dia. O internauta deve marcar o nome do melhor surfista da bateria, e compartilhar o vídeo nos “Stories” dando aquela força para seu surfista favorito. Para mais informações sobre o evento, acesse o WWW.surfwebseries.com .

– Baterias do Round 4- Domingo- 1º de novembro – Início: 10:00 hs.

– Heat 1
Krystian Kymerson
Samuel Pupo
Léo Casal
Caio Costa

– Heat 2
Jonas Tatuíra
Willian Cardoso
Lucas Chianca
Eric Bahia

– Heat 3
André Luíz
Eduardo Motta
Ian Gouveia
Fabrício Bulhões

– Heat 4
Renan Pulga
Thiago Camarão
Lucas Silveira
Luã Silveira

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